Osteoma Osteóide

O osteoma osteóide é um tumor relativamente raro ( cerca de 10% dos tumores ósseos benignos) caracterizado por ser muito pequeno, normalmente menor que 1cm, mas que provoca uma dor muito intensa, diária, fazendo com que o paciente necessite de analgésicos e antiinflamatórios diariamente.

Normalmente o paciente é um adolescente ou adulto jovem ( 10 – 35 anos) com história de dor óssea persistente, com piora noturna. O uso de anti- inflamatórios pelo paciente costuma ser diário, já que ele sente uma dor insuportável sem os medicamentos. Pode haver aumento de volume e sensibilidade no local do tumor. A maioria dos pacientes é do sexo masculino.

Os ossos mais acometidos são o fêmur e tíbia, sendo a região do fêmur próxima ao quadril, a região mais acometida. Outros ossos acometidos são as falanges das mãos e pés, úmero e escápula.

Em alguns casos, este tumor pode estar localizado dentro da articulação, e sua manifestação será de inflamação desta articulação com dor para movimentação e rigidez.

Um destaque especial é o acometimento deste tumor nos ossos da coluna, principalmente na região lombar. Além da dor, este tumor pode ser o responsável por um desvio lateral da coluna em adolescentes, chamado de escoliose.

PerguntasFrequentes

Como é feito o diagnóstico do Osteoma Osteóide?

O diagnóstico deve ser suspeito na história clínica e exames de imagem. É muito comum os pacientes com osteoma osteóide já terem sido tratados por longos períodos, sem terem o diagnóstico correto já que o tumor é muito pequeno e pode passar despercebido nas avaliações iniciais.

 

Radiografia simples

O exame de radiografia simples pode ser útil para o diagnóstico. Pode haver um espessamento da cortical óssea, e em alguns casos, podemos ver um pequena esfera radioluscente dentro deste espessamento, que é chamado de “nidus” e que é o tumor propriamente dito. O tumor normalmente tem menos de 1 cm, mas esse espessamento ósseo reacional pode ter vários centímetros.

 

Tomografia Computadorizada

Definitivamente, este é o melhor exame para identificar o tumor “nidus”, sendo mais preciso do que todos os outros exames. Este exame também pode ser muito útil na localização do tumor para tratamento.

 

Ressonância Magnética

Apesar de ser um exame teoricamente mais moderno que a Tomografia, ele não é tão preciso para diagnóstico do osteoma osteóide. Em alguns momentos, pode levar a diagnósticos incorretos como infecção, ou até a suspeita de tumores malignos.

 

Diagnóstico Diferencial

O osteoma osteóide pode ser confundido com outros tumores como osteoblastoma, osteossarcoma de superfície, além de infecção óssea (osteomielite), fraturas por “estresse”, enostose ( ilhota óssea), entre outros.

Como é feito o tratamento do Osteoma Osteóide?

A partir do momento que fazemos o diagnóstico por exames de imagem, não é necessário biópsia. O tratamento pode ser feito imediatamente.

Em alguns casos, pouco dolorosos, pode ser feito tratamento conservador, com acompanhamento médico  e uso esporádico de analgéscios.

Na grande maioria dos casos, a dor é muito significativa, e o tratamento conservador não pode ser feito , já que o uso diário de de anti- inflamatórios não é recomendado por seus efeitos colaterais gastrointestinais, renais e na hipertensão.

Felizmente, hoje dispomos de métodos minimamente invasivos para o tratamento deste tumor. Dependendo do caso, o tratamento pode ser guiado por tomografia computadorizada para localização precisa do tumor.

 

Ablação por radiofrequência guiado por Tomografia Computadorizada

Nesta técnica, localizamos o tumor com auxílio da tomografia computadorizada. Realizamos uma pequena incisão para colocação de uma agulha de radiofrequência. Esta agulha, que está dentro do tumor, aumenta a temperatura local até 85 graus celsius, queimando e eliminando o tumor.

 

Ressecção do tumor guiado por Tomografia Computadorizada

Em alguns casos, pela proximidade de estruturas nervosas ou vasculares, não podemos realizar a ablação do tumor com radiofrequência. Nestes casos, ainda podemos utilizar uma técnica minimamente invasiva. Com auxílio da tomografia computadorizada, localizamos o tumor primeiramente. Depois realizamos uma pequena incisão,  inserimos uma trefina, que é uma espécie de broca, e retiramos o tumor completamente.

 

Cirurgia

Em um pequeno número de  situações, a Tomografia Computadorizada não pode ser utilizada. Sendo assim, o tumor pode ser ressecado com cirurgia convencional, porém se trata de técnica mais invasiva, e com menor precisão para retirada do tumor, estando mais associada à recidiva do tumor.

Osteoma Osteóide tem cura?

O osteoma osteóide costuma demorar para ser diagnosticado. Com o uso atual de técnicas minimamente invasivas, o prognóstico é excelente, com resolução total da dor e baixo índice de recidiva.

Dr. Daniel Rebolledo

  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
  • Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
  • Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
  • Membro da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO)
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