Adamantinoma

Adamantinoma é um tipo raro de câncer ósseo que surge de forma mais comum na tíbia (perna).  Este tumor é semelhante ao ameloblastoma que se origina na mandíbula.

Ele corresponde a menos de 1% dos casos de câncer ósseo primário e é mais comum em homens do que mulheres. Ele acomete principalmente pacientes adultos jovens em pacientes que já possuem um lesão chamada de displasia osteofibrosa de tíbia. A displasia osteofibrosa é mais comum em crianças e é uma lesão que pode ser considerada como precursora do adamantinoma.

Não existe causa para o adamantinoma. Ele não tem relação com trauma local nem com herança familiar.

O adamantinoma é mais comum entre os 20 e 50 anos. Ele raramente surge em crianças.

Os sintomas iniciais do adamantinoma são leves e indolentes. Por apresentar crescimento lento, ele é muitas vezes negligenciado. O paciente suporta vários meses antes de procurar atendimento médico.

Dentre os principais sintomas, podemos citar:

  • Aumento de volume local.
  • Dor leve a moderada.
  • Deformidade óssea.

A cirurgia é o principal tratamento para o adamantinoma. O objetivo do tratamento cirúrgico é a retirada de todo o tumor com margem de segurança para diminuir as chances dele recidivar localmente e à distância (metástases).

PerguntasFrequentes

Como é feito o diagnóstico do Adamantinoma?

O Adamantinoma tem predileção por ossos longos e é classicamente encontrado no terço anterior da tíbia proximal, que é um dos ossos da perna. Em 10 a 15% dos casos ele também está localizado na fíbula. Outros ossos, como fêmur, úmero, ulna, rádio e bacia também podem ser acometidos, mas numa frequência bem menor.

Após análise da história e realização do exame físico, o médico assistente deverá solicitar exames de imagem:

  • Radiografia simples: o adamantinoma tem sinais característicos na radiografia que podem ser suficientes para confirmar a suspeita.  A lesão normalmente é lítica, excêntrica, está localizada na cortical anterior da tíbia, é multiloculada, tem esclerose periférica e  pode insuflar e deformar o osso.
  • Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética: são solicitadas e ajudam na definição dos limites do tumor, da extensão de partes moles e rotura da cortical óssea. São exames importantes no planejamento cirúrgico.

A Tomografia Computadorizada também é solicitada para avaliar se existe disseminação à distância, principalmente nos pulmões.

Para confirmação do diagnóstico deve ser feita uma biópsia. Neste procedimento, é retirada uma amostra do tumor com um agulha ou com uma pequena cirurgia. Esta pequena quantidade de tumor é analisada com microscópio em laboratório onde são feitos os exames anatomopatológico e imunohistoquímica que irão definir o diagnóstico de adamantinoma

Como é feito o tratamento do Adamantinoma?

A cirurgia é o principal tratamento para o adamantinoma. O objetivo do tratamento cirúrgico é a retirada de todo o tumor com margem de segurança para diminuir as chances dele recidivar localmente e à distância.  Este tumor não pode ser curetado simplesmente, pois isso piora o prognóstico e aumenta as chances de recidiva.

A grande maioria dos pacientes podem  ser operados com cirurgia preservadora de membro, mas uma pequena parcela dos pacientes  irá necessitar de uma amputação.

Na cirurgia de preservação de membro , um segmento do osso é ressecado e deverá ser reconstruído. A reconstrução poderá ser realizada com enxerto ósseo do próprio paciente (fíbula vascularizada) associado com placas. Outras opções são o uso de próteses, transplante ósseo ou transporte ósseo. A técnica de reconstrução vai depender de cada caso.

Qual o prognóstico dos pacientes com Adamantinoma?

Os adamantinomas são tumores localmente agressivos, mas que crescem lentamente e podem se disseminar para outros locais do corpo, o que chamamos de metástases. As metástases ocorrem em cerca de 15 a 30% de todos os casos, podendo se disseminar pelo sistema linfático,ou pelo sangue até o  pulmão.

Quando o tumor está localizado, e a cirurgia é feita de forma adequada, existe grande chance de cura.

A recorrência local gira em torno de 20 a 30% a mortalidade varia entre 10 e 15%  dos casos.

Tenho diagnóstico de Adamantinoma. O que devo fazer?

Nunca é fácil o receber o diagnóstico de câncer.

A boa notícia é que a maioria dos adamantinomas são curáveis

Por outro lado, os pacientes com tumores agressivos vão necessitar de todo o apoio possível já que o tratamento é complexo.

É importante que o paciente tenha o maior conhecimento possível sobre sua doença e seu tratamento, e que mantenha a proximidade e o apoio de amigos e familiares.

O pensamento positivo e confiança na equipe que realizará o tratamento é fundamental para um bom resultado.

Dr. Daniel Rebolledo

  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
  • Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
  • Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
  • Membro da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO)
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