Veja como é feita a infiltração no quadril com ácido hialurônico guiada por ultrassom e conheça suas indicações, limites e cuidados. 

Saiba tudo sobre a Infiltração no Quadril com Ácido Hialurônico. Descubra como o procedimento é feito, seus benefícios para a dor e quem pode se beneficiar desta técnica.
Médico especialista injeta substância no quadril de paciente deitado, com monitor de ultrassom exibindo a articulação.

A infiltração no quadril com ácido hialurônico, também chamada de viscossuplementação, é um procedimento no qual a substância é aplicada dentro da articulação. Como o quadril é uma articulação profunda, a aplicação costuma ser realizada com orientação por imagem, especialmente por ultrassom.

O procedimento pode despertar dúvidas sobre o tamanho da agulha, a necessidade de anestesia, a intensidade do desconforto e os possíveis resultados. Também é importante compreender que a eficácia do ácido hialurônico no quadril permanece controversa e que diretrizes médicas atuais não recomendam seu uso rotineiro para todos os pacientes com artrose.

A decisão deve ser individualizada, levando em conta a causa da dor, o grau de desgaste, os exames de imagem, os tratamentos já realizados e as condições clínicas do paciente.

Neste artigo, você vai entender como a infiltração guiada por ultrassom é realizada, qual é o papel do ácido hialurônico e quais limites precisam ser considerados antes do procedimento.
Veja no vídeo como a infiltração no quadril é realizada

No vídeo abaixo, o Dr. Daniel Rebolledo explica como funciona a infiltração no quadril guiada por ultrassom, mostrando a identificação da cabeça e do colo do fêmur, o posicionamento da agulha e a aplicação dentro da articulação.

O que é a viscossuplementação no quadril?

O ácido hialurônico é uma substância encontrada naturalmente no líquido sinovial, que participa da lubrificação e do funcionamento das articulações.

Na viscossuplementação, uma formulação de ácido hialurônico é aplicada diretamente no espaço articular. O objetivo proposto é modificar temporariamente as características do líquido sinovial e contribuir para o controle dos sintomas em determinados pacientes.

Entretanto, a infiltração não reconstrói a cartilagem desgastada, não corrige deformidades da articulação e não cura a artrose de quadril.

Além disso, a resposta varia. Algumas pessoas podem relatar melhora temporária, enquanto outras apresentam benefício limitado ou nenhuma mudança significativa.

O procedimento não deve ser apresentado como solução universal, substituto garantido da cirurgia ou forma comprovada de impedir a evolução da artrose.

Como é feita a infiltração no quadril?

O procedimento pode variar conforme a técnica utilizada, a anatomia do paciente, o produto escolhido e a conduta do médico.

Em linhas gerais, a infiltração guiada por ultrassom pode seguir estas etapas:

1. Avaliação e posicionamento

Antes do procedimento, o médico revisa o diagnóstico, os exames e o histórico clínico.

O paciente é posicionado de forma que a região anterior do quadril possa ser examinada pelo ultrassom.

2. Identificação das estruturas

Com o aparelho de ultrassom, são visualizadas estruturas como:

  • cabeça do fêmur;
  • colo femoral;
  • cápsula articular;
  • músculos e tendões próximos;
  • vasos sanguíneos;
  • espaço planejado para a aplicação.

Essa visualização ajuda a escolher o trajeto da agulha e a evitar estruturas que não devem ser atingidas.

3. Limpeza da pele

A região é preparada com técnica de antissepsia para reduzir o risco de contaminação e infecção.

O procedimento deve ser realizado em ambiente adequado e com materiais apropriados.

4. Introdução da agulha

Como a articulação do quadril é profunda, geralmente é necessária uma agulha mais longa do que a utilizada em injeções superficiais.

O comprimento pode causar preocupação, mas a espessura da agulha pode ser fina. Durante a aplicação, o médico acompanha seu trajeto em tempo real pela tela do ultrassom.

5. Aplicação intra-articular

Após confirmar o posicionamento, a substância é aplicada no interior da articulação, abaixo da cápsula articular.

A imagem ajuda a verificar o trajeto da agulha e o local da injeção, mas não garante a resposta clínica ao tratamento.

Veja também o vídeo em que o Dr. Daniel mostra como a infiltração guiada por ultrassom é realizada na prática.

A infiltração no quadril dói?

A sensação varia de uma pessoa para outra.

O paciente pode perceber uma picada inicial, pressão ou desconforto durante a passagem da agulha e a aplicação da substância. Algumas pessoas toleram bem o procedimento, enquanto outras apresentam maior sensibilidade.

No vídeo utilizado como base para este conteúdo, o Dr. Daniel explica que a agulha é longa porque o quadril é profundo, mas também é fina. Ele compara a sensação inicial à de uma coleta de sangue.

Ainda assim, essa experiência não é igual para todos.

Precisa de anestesia local?

A necessidade de anestesia depende da técnica, do paciente e da avaliação do médico.

Em alguns procedimentos, pode ser utilizada anestesia local. Em outros, o médico pode optar pela aplicação direta, especialmente quando considera que a injeção do anestésico acrescentaria outra picada e poderia provocar ardência.

Não existe uma regra universal.

O mais adequado é conversar previamente sobre:

  • sensibilidade individual;
  • medo de agulhas;
  • experiências anteriores;
  • alergias;
  • substâncias que serão utilizadas;
  • forma de controle do desconforto.

Por que usar o ultrassom?

A orientação por ultrassom aumenta a precisão da colocação da agulha em comparação com técnicas baseadas apenas em referências anatômicas.

Isso é especialmente relevante no quadril, por ser uma articulação profunda e próxima de estruturas vasculares e nervosas.

O ultrassom permite:

  • visualizar a anatomia em tempo real;
  • acompanhar o avanço da agulha;
  • adaptar o trajeto à anatomia do paciente;
  • diferenciar a articulação de tendões e bursas;
  • confirmar o local planejado para aplicação;
  • realizar o procedimento sem radiação ionizante.

Estudos demonstram maior precisão das infiltrações do quadril guiadas por ultrassom em comparação às realizadas apenas por pontos anatômicos.

Entretanto, maior precisão técnica não significa necessariamente maior duração do efeito ou benefício clínico garantido.

Para quem o ácido hialurônico pode ser avaliado?

Devido às limitações das evidências atuais, não é adequado definir um perfil universal de indicação.

A discussão pode surgir em pacientes com dor e artrose de quadril que desejam compreender as alternativas não cirúrgicas disponíveis. Contudo, a avaliação precisa considerar:

  • confirmação de que a dor tem origem na articulação;
  • intensidade e duração dos sintomas;
  • grau de artrose;
  • impacto nas atividades diárias;
  • tratamentos já realizados;
  • riscos e contraindicações;
  • expectativas do paciente;
  • evidências científicas disponíveis;
  • outras possibilidades terapêuticas.

A infiltração não deve ser indicada apenas porque existe desgaste em uma radiografia. Algumas pessoas apresentam alterações nos exames sem sintomas importantes, enquanto outras podem ter dor proveniente da coluna, tendões, músculos ou bursas.

Pode ser usada no impacto femoroacetabular ou em lesões do labrum?

Em determinadas situações, uma infiltração intra-articular pode ser utilizada como parte da investigação da origem da dor ou para controle temporário dos sintomas.

Entretanto, o ácido hialurônico não corrige a alteração anatômica do impacto femoroacetabular e não repara uma lesão labral.

Quando utilizado, seu papel deve ser definido dentro de um plano diagnóstico ou terapêutico individualizado.

A infiltração pode adiar a prótese de quadril?

Não é possível garantir que a infiltração adiará ou evitará uma cirurgia.

A artroplastia de quadril pode entrar na avaliação quando existe artrose avançada, dor persistente, limitação funcional importante e resposta insuficiente às medidas não cirúrgicas consideradas para o caso.

A infiltração não deve ser repetida indefinidamente quando não apresenta benefício relevante ou quando o quadro já exige outra abordagem.

O objetivo não é adiar uma cirurgia a qualquer custo, mas escolher a conduta mais coerente com os sintomas, exames, riscos e objetivos do paciente.

Quais cuidados são necessários?

Antes do procedimento, o paciente deve informar ao médico sobre:

  • uso de anticoagulantes;
  • alergias;
  • diabetes;
  • infecções recentes ou ativas;
  • medicamentos em uso;
  • cirurgias programadas;
  • reações anteriores a infiltrações;
  • possibilidade de gestação.

Depois da aplicação, pode ser orientada uma redução temporária de atividades intensas. O período depende do procedimento e da conduta médica.

Dor intensa, febre, vermelhidão progressiva, secreção ou aumento importante do inchaço devem ser comunicados à equipe responsável.

Perguntas frequentes

O ácido hialurônico regenera a cartilagem?

Não há evidência de que a infiltração regenere a cartilagem desgastada do quadril.

O procedimento é realizado no consultório?

Em muitos casos, ele pode ser ambulatorial. A estrutura necessária depende das condições do paciente e da técnica adotada.

O resultado é imediato?

A resposta varia. Não existe garantia de melhora nem um prazo universal para o início ou a duração de um possível benefício.

Toda dor no quadril pode ser tratada com infiltração?

Não. A dor pode ter diferentes origens, e a infiltração só deve ser discutida após avaliação clínica.

A infiltração substitui fisioterapia?

Não necessariamente. A fisioterapia e outras medidas podem continuar fazendo parte do tratamento, conforme o diagnóstico.

Avaliação médica em São Paulo e Santo André

A indicação da infiltração no quadril com ácido hialurônico deve ser discutida após consulta, exame físico e análise dos exames de imagem.

O Dr. Daniel César Seguel Rebolledo atende em São Paulo e Santo André, no ABC, com atuação em Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia de Quadril e Oncologia Ortopédica. Entre os serviços informados no projeto estão as infiltrações de quadril e joelho.
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Dr. Daniel César Seguel Rebolledo
Cirurgião de Quadril e Oncologista Ortopédico
CRM-SP 104291 | RQE 10.207 em Ortopedia e Traumatologia
Atendimento em São Paulo e Santo André

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.

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O Dr. Daniel é Oncologista Ortopédico  e Especialista em Cirurgia do Quadril, tendo grande reconhecimento nessa área pelo Brasil e mundo afora. Hoje ele é credenciado e realiza cirurgias em Hospitais famosos como: Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanes, Oswaldo Cruz e Hospital Santa Catarina, sendo referência no tratamento de problemas oncológicos ortopédicos e também como Especialista em cirurgia do quadril.
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Ortopédica
Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
Membro da diretoria da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica