A artrose de quadril pode provocar dor, rigidez e dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia, como caminhar, subir escadas, levantar da cadeira, calçar os sapatos ou entrar no carro.
Em alguns pacientes, os sintomas evoluem gradualmente e passam a interferir no sono, no trabalho, na prática de exercícios e na autonomia.
Nem toda pessoa com artrose precisa de cirurgia. Em muitos casos, medidas não cirúrgicas podem ser consideradas para controlar os sintomas e preservar a função.
No entanto, quando a dor permanece importante, a mobilidade se torna cada vez mais limitada e os tratamentos avaliados não oferecem controle suficiente, a prótese de quadril pode entrar na discussão médica.
A decisão não depende apenas do resultado de uma radiografia. É necessário considerar os sintomas, o exame físico, o grau de comprometimento da articulação, a saúde geral do paciente e o impacto da doença em sua rotina.
Neste artigo, você vai entender como a artrose afeta o quadril, quais sinais podem justificar uma avaliação sobre artroplastia e quais fatores costumam ser analisados antes de uma possível cirurgia.
O que é artrose de quadril?
A artrose de quadril, também chamada de osteoartrose ou osteoartrite do quadril, é uma condição caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação.
A cartilagem ajuda a reduzir o atrito entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, que é a parte da pelve onde o fêmur se encaixa. Quando essa estrutura sofre desgaste, o movimento pode se tornar doloroso e limitado.
Com a evolução da artrose, também podem surgir alterações no osso, redução do espaço articular, formação de osteófitos e perda de mobilidade.
A intensidade dos sintomas varia. Algumas pessoas apresentam alterações importantes nos exames e poucos sintomas. Outras têm dor e limitação relevantes, mesmo sem alterações radiográficas tão avançadas.
Por isso, o tratamento deve ser definido a partir do conjunto das informações clínicas, e não apenas por um exame isolado.
Quais são os sintomas da artrose de quadril?
A dor costuma ser um dos principais sintomas, mas não é o único.
Entre as manifestações mais frequentes estão:
dor na virilha;
dor na região lateral do quadril;
desconforto que pode irradiar para a coxa ou o joelho;
rigidez ao acordar ou após permanecer sentado;
dificuldade para caminhar por distâncias maiores;
limitação para subir e descer escadas;
dificuldade para calçar meias ou sapatos;
redução da amplitude de movimento;
manqueira;
piora da dor após esforço;
desconforto noturno em alguns casos.
A dor da artrose pode começar de forma leve e esporádica. Com o tempo, porém, pode se tornar mais frequente e interferir em atividades que antes eram realizadas sem dificuldade.
Artrose de quadril sempre precisa de cirurgia?
Não.
O tratamento depende do estágio da doença, da intensidade dos sintomas, da limitação funcional e das condições clínicas do paciente.
Em casos leves ou moderados, podem ser consideradas medidas como:
fisioterapia;
fortalecimento muscular;
adaptação das atividades;
controle de peso, quando indicado;
medicamentos prescritos pelo médico;
uso temporário de apoio para caminhar;
infiltrações em situações selecionadas;
acompanhamento clínico.
Essas medidas não revertem o desgaste já existente, mas podem contribuir para o controle dos sintomas e para a manutenção da mobilidade.
A resposta varia de uma pessoa para outra. Por isso, o tratamento deve ser acompanhado e revisto conforme a evolução do quadro.
Quando investigar a necessidade de prótese de quadril?
A prótese pode entrar na avaliação quando a artrose causa dor e limitação importantes, especialmente quando as medidas não cirúrgicas consideradas para o caso deixam de oferecer controle suficiente.
Alguns sinais que podem justificar uma avaliação mais detalhada incluem:
dor persistente no quadril ou na virilha;
limitação progressiva para caminhar;
dificuldade para realizar tarefas pessoais;
redução importante da amplitude de movimento;
dor que interfere no sono;
necessidade frequente de medicamentos para controle dos sintomas;
dificuldade para trabalhar ou manter atividades habituais;
piora progressiva apesar do tratamento;
alterações importantes nos exames de imagem;
perda relevante de autonomia.
Esses sinais não significam, isoladamente, que a cirurgia será necessária. Eles indicam que o quadro merece ser avaliado de forma individualizada.
O que é a prótese de quadril?
A prótese de quadril é utilizada em uma cirurgia chamada artroplastia de quadril.
Nesse procedimento, as partes comprometidas da articulação são substituídas por componentes artificiais. Em uma artroplastia total, geralmente são substituídas a cabeça do fêmur e a superfície do acetábulo.
Os componentes podem ser produzidos com materiais como metal, cerâmica e polietileno. A escolha do tipo de prótese e da forma de fixação depende de fatores como idade, qualidade óssea, anatomia, diagnóstico e planejamento cirúrgico.
O objetivo da cirurgia é tratar uma articulação comprometida e pode incluir redução da dor e melhora da função em pacientes adequadamente selecionados.
Os resultados, porém, variam conforme o quadro clínico, a técnica utilizada, as condições gerais do paciente e a reabilitação.
Como é feita a avaliação antes de considerar a cirurgia?
A avaliação costuma incluir diferentes etapas.
Histórico clínico
O médico analisa:
quando a dor começou;
onde ela se localiza;
o que piora ou melhora os sintomas;
impacto na rotina;
tratamentos já realizados;
doenças associadas;
medicamentos em uso;
histórico de cirurgias e internações.
Exame físico
São observados aspectos como:
amplitude de movimento;
força muscular;
padrão da marcha;
localização da dor;
mobilidade da coluna e dos membros;
possíveis causas que não estejam diretamente relacionadas ao quadril.
Exames de imagem
As radiografias costumam ser importantes para avaliar o espaço articular, o formato dos ossos e o grau de desgaste.
Em alguns casos, também podem ser solicitados outros exames, como ressonância magnética ou tomografia, conforme a necessidade clínica.
Avaliação da saúde geral
Antes de uma cirurgia, também são avaliadas condições que possam interferir na segurança do procedimento e na recuperação, como:
diabetes;
hipertensão;
doenças cardíacas;
anemia;
infecções;
condições vasculares;
saúde bucal;
uso de anticoagulantes;
tabagismo;
estado nutricional.
A idade determina a indicação da prótese?
A idade, isoladamente, não determina se a pessoa deve ou não realizar a cirurgia.
A prótese é mais frequente em adultos mais velhos, porque a artrose se torna mais comum com o passar dos anos. Entretanto, pessoas mais jovens também podem apresentar desgaste importante devido a osteonecrose, displasia, doenças inflamatórias, sequelas de fraturas ou outras condições.
A decisão considera:
gravidade dos sintomas;
comprometimento funcional;
diagnóstico;
expectativa de atividade;
condições clínicas;
características ósseas;
benefícios e riscos do procedimento.
Infiltração pode substituir a prótese de quadril?
A infiltração pode ser considerada em alguns pacientes, principalmente como parte do tratamento não cirúrgico.
Ela pode contribuir para o controle temporário da dor, mas não reconstrói a cartilagem já desgastada e não corrige deformidades avançadas da articulação.
Em casos de artrose leve ou moderada, pode ser uma das possibilidades avaliadas. Em quadros avançados, com perda importante de mobilidade e comprometimento estrutural, seus efeitos podem ser limitados.
A infiltração não deve ser apresentada como substituta universal da cirurgia. A indicação depende do estágio da doença e dos objetivos do tratamento.
Artroplastia e prótese de quadril são a mesma coisa?
Os termos estão relacionados, mas não são exatamente sinônimos.
A artroplastia é o procedimento cirúrgico de substituição ou reconstrução da articulação.
A prótese é o conjunto de componentes utilizados durante essa cirurgia.
Na linguagem cotidiana, muitas pessoas usam “cirurgia de prótese de quadril” e “artroplastia de quadril” para se referir ao mesmo procedimento.
Quais são os possíveis riscos da cirurgia?
Toda cirurgia envolve riscos.
Na artroplastia de quadril, podem ser discutidos riscos como:
infecção;
trombose;
sangramento;
luxação da prótese;
diferença no comprimento dos membros;
lesões vasculares ou nervosas;
fraturas;
desgaste ou soltura dos componentes;
necessidade futura de revisão;
complicações relacionadas à anestesia ou à saúde geral.
A probabilidade desses eventos varia conforme o paciente, a técnica, o diagnóstico e as condições do procedimento.
Esses aspectos devem ser conversados durante a avaliação médica, de forma clara e individualizada.
A recuperação é igual para todos?
Não.
A recuperação pode variar conforme:
tipo de cirurgia;
técnica utilizada;
idade;
força muscular;
doenças associadas;
condição anterior ao procedimento;
apoio familiar;
adesão à fisioterapia;
presença de complicações;
características individuais.
Alguns pacientes começam a se movimentar com apoio ainda no ambiente hospitalar, enquanto outros precisam de uma progressão diferente.
As orientações fornecidas pela equipe responsável pelo procedimento devem sempre prevalecer.
Quando procurar avaliação médica?
A avaliação médica pode ser recomendada quando a dor no quadril persiste, piora progressivamente ou interfere na mobilidade e na realização de atividades cotidianas.
Também pode ser útil para pacientes que já receberam diagnóstico de artrose e desejam compreender:
o estágio da doença;
as opções de tratamento;
os limites das medidas conservadoras;
quando a prótese pode entrar na avaliação;
quais são os riscos e benefícios do procedimento.
O Dr. Daniel César Seguel Rebolledo atende em São Paulo e Santo André, com atuação em Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia de Quadril e Oncologia Ortopédica.
Perguntas frequentes
Artrose de quadril sempre evolui para prótese?
Não. A evolução é variável. Muitos pacientes permanecem em acompanhamento com tratamento não cirúrgico. A prótese é considerada em situações específicas.
A radiografia define sozinha a necessidade de cirurgia?
Não. O exame deve ser interpretado junto com os sintomas, o exame físico, a limitação funcional e as condições clínicas do paciente.
Quanto tempo dura uma prótese de quadril?
A durabilidade varia conforme o tipo de implante, técnica, nível de atividade, peso corporal, qualidade óssea e outros fatores. O acompanhamento médico é importante mesmo após a recuperação.
É possível adiar a cirurgia?
Em alguns casos, sim. Fisioterapia, adaptação de atividades, medicamentos e infiltrações podem ser considerados, mas a resposta depende do estágio da artrose e do quadro individual.
Consulta com cirurgião de quadril significa indicação de cirurgia?
Não. A consulta serve para investigar o problema, analisar os exames e discutir as possibilidades de tratamento.
A dor e a limitação causadas pela artrose de quadril devem ser avaliadas considerando a pessoa como um todo.
A prótese de quadril pode ser considerada quando a doença provoca comprometimento importante da mobilidade e da rotina, especialmente quando as medidas não cirúrgicas avaliadas não proporcionam controle suficiente dos sintomas.
A decisão deve ser individualizada e construída a partir do diálogo entre paciente e médico, com compreensão dos possíveis benefícios, riscos e etapas da recuperação.
Para mais informações, acesse os canais de comunicação oficiais.
Dr. Daniel César Seguel Rebolledo — Cirurgia do Quadril e Oncologia Ortopédica | CRM-SP 104291 | RQE 10207
Rua Haddock Lobo, 131 – cj. 1509 – Cerqueira César – São Paulo/SP
Rua das Paineiras, 161 – Jardim – Santo André/SP
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.

O Dr. Daniel é Oncologista Ortopédico e Especialista em Cirurgia do Quadril, tendo grande reconhecimento nessa área pelo Brasil e mundo afora. Hoje ele é credenciado e realiza cirurgias em Hospitais famosos como: Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanes, Oswaldo Cruz e Hospital Santa Catarina, sendo referência no tratamento de problemas oncológicos ortopédicos e também como Especialista em cirurgia do quadril.
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Ortopédica
Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
Membro da diretoria da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica