Prótese de quadril bilateral: quando pode valer a pena operar os dois lados de uma vez?

Prótese bilateral de quadril: entenda quando operar os dois lados juntos pode ser considerado, quais são os benefícios, os riscos e os critérios médicos.
Médico explicando as diferenças entre a cirurgia de prótese bilateral simultânea e a cirurgia realizada em dois tempos.

A artrose do quadril é uma condição degenerativa que pode causar dor, rigidez, dificuldade para caminhar e perda progressiva de mobilidade. Em muitos pacientes, o desgaste não fica restrito a uma única articulação.

Dados clínicos indicam que entre 40% e 60% dos pacientes com artrose no quadril apresentam comprometimento nos dois lados. Além disso, cerca de 25% das pessoas que realizam a cirurgia de prótese, ou artroplastia, em apenas um quadril precisam operar o outro lado em um intervalo de até cinco anos.

Quando os dois quadris apresentam indicação cirúrgica, surge uma dúvida frequente: é melhor realizar a prótese bilateral no mesmo ato cirúrgico ou operar um lado de cada vez?

Não existe uma resposta válida para todos. A decisão depende da idade, das condições gerais de saúde, da intensidade dos sintomas, dos exames, da capacidade de recuperação e dos riscos envolvidos em cada estratégia.

Quais são as formas de realizar a prótese bilateral de quadril?

Quando existe indicação para operar os dois quadris, há duas abordagens principais.

Cirurgia bilateral simultânea

Os dois quadris são operados no mesmo dia, durante o mesmo procedimento anestésico e na mesma internação hospitalar.

Cirurgia estadiada ou escalonada

O quadril mais comprometido é operado primeiro. Após um período de recuperação e reabilitação, é realizada a cirurgia do segundo lado.

As duas estratégias são utilizadas na prática médica. A escolha deve considerar o equilíbrio entre benefícios, riscos e características individuais do paciente.

Assista à explicação sobre prótese bilateral de quadril

Entenda quando pode ser considerada a cirurgia dos dois quadris no mesmo procedimento e em quais situações operar um lado de cada vez pode ser uma estratégia mais prudente.

Depois de assistir, continue a leitura para conhecer com mais detalhes as vantagens, os riscos e o perfil de paciente que pode ser avaliado para cada abordagem.

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Quais são as vantagens da cirurgia simultânea?

Para pacientes cuidadosamente selecionados, operar os dois quadris no mesmo procedimento pode apresentar vantagens importantes.

Menor tempo global de reabilitação

Ao concentrar as duas cirurgias em um único período, o tempo total de fisioterapia e recuperação pode ser reduzido entre 30% e 40%, quando comparado ao somatório de duas cirurgias realizadas separadamente.

Uma única internação

O paciente passa uma vez pelos processos de internação, preparação pré-operatória, anestesia e alta hospitalar.

Um único período de afastamento

Para pessoas profissionalmente ativas, a necessidade de apenas um período de afastamento pode facilitar a organização pessoal, familiar e profissional.

Possível redução do custo total

A realização simultânea pode diminuir alguns custos hospitalares, anestésicos e logísticos relacionados às internações e à reabilitação.
Essas vantagens, porém, não tornam a cirurgia simultânea automaticamente indicada. É necessário avaliar também os riscos associados ao procedimento.

Quais são os riscos da cirurgia bilateral simultânea?

Operar os dois lados no mesmo ato representa uma exigência maior para o organismo.

Maior perda sanguínea

Como são realizados dois procedimentos em sequência, a perda de sangue pode ser entre 30% e 50% maior.

Maior possibilidade de transfusão

A necessidade de transfusão sanguínea pode aumentar para uma faixa entre 20% e 50%, dependendo das características do paciente, da técnica utilizada e dos protocolos hospitalares.

Maior sobrecarga cardiovascular

O tempo cirúrgico e anestésico é mais prolongado, e a resposta inflamatória do organismo tende a ser mais intensa.

Maior risco geral de complicações

O risco global de complicações pode ser de 1,5 a 2 vezes maior em comparação com uma cirurgia unilateral.

Por isso, a cirurgia bilateral simultânea exige seleção rigorosa do paciente, planejamento pré-operatório e estrutura hospitalar adequada.

Quem pode ser candidato a operar os dois quadris juntos?

A cirurgia simultânea não é recomendada de forma generalizada. Ela costuma ser considerada principalmente para pacientes com boa condição clínica e baixo risco cirúrgico.

Entre os critérios que podem favorecer essa abordagem estão:

  • idade inferior a 70 anos;
  • classificação de risco anestésico ASA I ou II;
  • ausência de doenças crônicas graves ou descompensadas;
  • ausência de histórico cardiovascular relevante;
  • uso controlado de medicamentos;
  • Índice de Massa Corporal dentro de uma faixa adequada;
  • boa força muscular e reserva funcional;
  • ausência de anemia;
  • comprometimento significativo dos dois quadris;
  • condições adequadas para realizar a reabilitação.

Pacientes jovens e clinicamente saudáveis com osteonecrose bilateral, por exemplo, podem ser avaliados para a realização simultânea, desde que atendam aos critérios médicos de segurança.

Mesmo quando o paciente parece se encaixar nesse perfil, a indicação depende de avaliação individualizada.

Quando é mais seguro operar um lado de cada vez?

A cirurgia estadiada costuma ser considerada quando o paciente apresenta maior risco cirúrgico ou quando um dos quadris está muito mais comprometido que o outro.

Essa abordagem pode ser mais adequada para:

  • pacientes acima de 70 anos;
  • pessoas com doenças cardiovasculares;
  • pacientes com hipertensão ou diabetes sem controle adequado;
  • pessoas com obesidade;
  • pacientes com anemia;
  • indivíduos sedentários ou com baixa reserva funcional;
  • pacientes com múltiplas comorbidades;
  • pessoas que apresentem sintomas muito diferentes entre os dois lados.

A principal vantagem da cirurgia em dois tempos é permitir que o organismo se recupere do primeiro procedimento antes de ser submetido à segunda operação.

Qual é o intervalo entre as duas cirurgias?

Na abordagem estadiada, o intervalo entre o primeiro e o segundo procedimento costuma variar de seis semanas a seis meses.

Durante as primeiras seis semanas, o organismo passa pela recuperação inicial da resposta inflamatória, da perda sanguínea e do processo cirúrgico. Nesse período, o paciente também inicia a reabilitação e evolui progressivamente na capacidade de apoiar o membro operado.

Quando a recuperação ocorre de maneira mais lenta ou existem condições clínicas que exigem maior cautela, o intervalo pode ser ampliado.

O momento da segunda cirurgia deve ser definido de acordo com a evolução clínica, os exames, a reabilitação e a segurança geral do paciente.

Operar os dois lados juntos acelera a recuperação?

A cirurgia simultânea pode reduzir o tempo total necessário para passar pelas duas operações e pelos dois processos de reabilitação.

Isso não significa, porém, que a recuperação inicial seja necessariamente mais simples. Como os dois quadris foram operados, o paciente pode precisar de maior apoio familiar, fisioterapêutico e hospitalar nas primeiras semanas.

A recuperação deve ser planejada considerando:

  • capacidade para caminhar com apoio;
  • força muscular;
  • segurança para levantar e sentar;
  • condições da residência;
  • disponibilidade de acompanhante;
  • acesso à fisioterapia;
  • prevenção de quedas;
  • controle da dor;
  • prevenção de complicações.

Como é tomada a decisão entre cirurgia simultânea e estadiada?

A decisão deve ser compartilhada entre o paciente, o cirurgião, o anestesista e, quando necessário, outros profissionais envolvidos na avaliação pré-operatória.

Entre os fatores considerados estão:

  1. idade;
  2. estado geral de saúde;
  3. risco cardiovascular e anestésico;
  4. presença de anemia;
  5. peso corporal;
  6. intensidade da dor em cada lado;
  7. limitação para caminhar;
  8. condição muscular;
  9. apoio familiar;
  10. estrutura hospitalar;
  11. capacidade de realizar a reabilitação.

A preferência do paciente é importante, mas deve estar subordinada aos critérios de segurança.

Prótese bilateral de quadril em São Paulo e Santo André

Pacientes com dor, artrose ou limitação nos dois quadris podem precisar de avaliação clínica e análise dos exames de imagem para entender se existe indicação cirúrgica e qual abordagem pode ser considerada.

O Dr. Daniel Rebolledo realiza atendimento em São Paulo e Santo André, com atuação em Ortopedia e Traumatologia e Cirurgia de Quadril.

A avaliação médica permite analisar o comprometimento de cada articulação, as condições gerais de saúde e os possíveis riscos e benefícios de operar os dois lados juntos ou em momentos diferentes.

Perguntas frequentes

Toda pessoa com artrose nos dois quadris precisa operar os dois lados?

Não. A indicação cirúrgica depende da intensidade dos sintomas, da limitação funcional, dos exames, da resposta aos tratamentos anteriores e das condições clínicas do paciente.

É possível operar primeiro o lado que dói mais?

Sim. Na cirurgia estadiada, geralmente é operado primeiro o lado que apresenta maior dor, desgaste ou limitação funcional.

Pessoas acima de 70 anos nunca podem operar os dois lados juntos?

A idade é apenas um dos fatores avaliados. Entretanto, pacientes mais idosos tendem a apresentar maior risco clínico, o que pode tornar a cirurgia em dois tempos mais prudente. Cada caso deve ser analisado individualmente.

A cirurgia simultânea exige mais fisioterapia?

Ela pode exigir uma reabilitação inicial mais intensa, pois os dois quadris foram operados. Por outro lado, o paciente passa por apenas um período global de recuperação.

Quanto tempo é necessário esperar para operar o segundo quadril?

O intervalo pode variar de seis semanas a seis meses, de acordo com a recuperação, as condições clínicas e a orientação da equipe médica.

Qual abordagem é mais segura?

A segurança depende do perfil do paciente. Para pessoas jovens, saudáveis e cuidadosamente selecionadas, a cirurgia simultânea pode ser considerada. Em pacientes com maior risco clínico, a cirurgia estadiada geralmente oferece margens de segurança mais amplas.

A prótese bilateral de quadril realizada no mesmo ato cirúrgico pode reduzir o tempo total de internações, afastamento e reabilitação. Em contrapartida, envolve maior perda sanguínea, maior exigência cardiovascular e possível aumento do risco de complicações.

Para pacientes mais jovens, com boa saúde e baixo risco cirúrgico, a abordagem simultânea pode ser avaliada. Para pessoas mais idosas, com comorbidades ou menor reserva funcional, operar um lado de cada vez pode representar uma estratégia mais prudente.

A decisão não deve ser baseada apenas na pressa, na experiência de outras pessoas ou na intenção de evitar uma segunda internação. É necessário avaliar cuidadosamente o estado dos dois quadris e as condições clínicas gerais.

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Dr. Daniel César Seguel Rebolledo
Cirurgião de Quadril e Oncologista Ortopédico
CRM-SP 104291 | RQE 10.207 em Ortopedia e Traumatologia
Atendimento em São Paulo e Santo André

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.

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O Dr. Daniel é Oncologista Ortopédico  e Especialista em Cirurgia do Quadril, tendo grande reconhecimento nessa área pelo Brasil e mundo afora. Hoje ele é credenciado e realiza cirurgias em Hospitais famosos como: Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanes, Oswaldo Cruz e Hospital Santa Catarina, sendo referência no tratamento de problemas oncológicos ortopédicos e também como Especialista em cirurgia do quadril.
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Ortopédica
Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
Membro da diretoria da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica