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A descoberta de uma alteração óssea pode gerar preocupação. É fundamental compreender que nem toda lesão óssea é maligna; a maioria corresponde a tumores ósseos benignos, crescimentos anormais que não metastatizam e geralmente têm prognóstico favorável.
Entender suas características é o primeiro passo para buscar avaliação com um médico com atuação em oncologia ortopédica. Neste artigo, exploraremos as lesões ósseas benignas mais frequentes, seu diagnóstico e tratamento, oferecendo informações claras e seguras.
1. Osteocondroma
O osteocondroma é o tipo de lesão óssea benigna mais comum, uma projeção óssea coberta por cartilagem, que surge perto das placas de crescimento dos ossos longos. Ele aparece na infância/adolescência, parando de crescer com a maturação esquelética. Afeta adolescentes e adultos jovens, mais frequentemente homens. Comum no joelho e ombro, pode ocorrer em qualquer osso, inclusive próximo ao quadril, causando atrito.
O que é e quem é afetado
Muitos osteocondromas são assintomáticos. Os sintomas incluem:
- Dor por compressão de nervos ou vasos sanguíneos.
- Restrição de movimento articular.
- Deformidade ou inchaço.
- Fratura na base da lesão.
O diagnóstico é realizado por radiografias; tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) podem complementar a avaliação. A maioria não requer tratamento, apenas observação. A cirurgia é indicada se a lesão for sintomática, causar compressão, limitar movimento ou houver suspeita de transformação maligna (rara, menos de 1%). Em muitos casos, o osteocondroma não causa sintomas importantes, mas deve ser interpretado conforme avaliação médica
2. Encondroma
O encondroma é um tumor benigno de cartilagem que se desenvolve dentro do osso, sendo mais comum nas mãos e pés, mas também encontrado em ossos longos. Composto por tecido cartilaginoso maduro, é descoberto em adultos jovens e de meia-idade, muitas vezes incidentalmente. A maioria é solitária; múltiplos encondromas podem indicar síndromes (como Ollier e Maffucci), o que aumenta o risco de transformação maligna.
Características e manejo
Frequentemente, os encondromas são assintomáticos. Os sintomas podem incluir:
- Dor leve e persistente.
- Inchaço.
- Fratura patológica.
O diagnóstico é feito por radiografias (que mostram uma lesão lítica com calcificações pontilhadas); a RM pode ajudar na diferenciação. Para casos assintomáticos, a conduta é a observação periódica. Se for sintomático, causar fratura ou houver suspeita de malignidade (condrossarcoma de baixo grau), a cirurgia de curetagem pode ser realizada, por vezes com preenchimento da cavidade óssea. A transformação maligna é rara em lesões solitárias, mas o acompanhamento é crucial.
3. Cisto Ósseo Aneurismático (COA)
O Cisto Ósseo Aneurismático (COA) é uma lesão óssea benigna, mas localmente agressiva, caracterizada por múltiplas cavidades cheias de sangue. Cresce rapidamente, causando destruição óssea. Afeta principalmente crianças e adolescentes (entre 10 e 20 anos). É comum em ossos longos, vértebras e na pelve. Próximo ao quadril, pode causar dor e limitação.
Sintomas e tratamento
Os sintomas do COA incluem:
- Dor localizada, que pode ser progressiva.
- Inchaço e sensibilidade na área afetada.
- Fratura patológica.
O diagnóstico é feito por radiografias (que revelam uma lesão lítica expansiva) e RM (para avaliar a natureza multicística e a extensão da lesão). A biópsia é frequentemente necessária. O tratamento é geralmente cirúrgico (curetagem, com adjuvantes como fenol ou nitrogênio líquido para reduzir a recorrência). A embolização arterial também pode ser utilizada. Apesar da agressividade local, o COA é benigno com bom prognóstico, mas a recorrência é uma preocupação.
4. Displasia Fibrosa
A displasia fibrosa é uma condição benigna na qual o osso normal é substituído por tecido fibroso imaturo. Pode ser monostótica (afetando um osso, mais comum e assintomática) ou poliostótica (afetando múltiplos ossos, mais grave, causando deformidades, dor e fraturas). É diagnosticada na infância/adolescência. Pode ocorrer em qualquer osso, incluindo fêmur (parte do quadril), tíbia, costelas, crânio e pelve.
Formas e complicações
Os sintomas da displasia fibrosa incluem:
- Dor óssea.
- Deformidades, como a “perna em cajado de pastor” no fêmur.
- Fraturas patológicas.
O diagnóstico é feito por radiografias (que mostram uma lesão lítica com aspecto de “vidro moído”) e biópsia. O tratamento é individualizado: observação para lesões assintomáticas; cirurgia (curetagem, enxertia óssea e fixação interna) para lesões sintomáticas ou com risco de fratura. Muitas lesões se estabilizam na idade adulta, mas o acompanhamento é importante, especialmente se você estiver em São Paulo/SP.
5. Tumor de Células Gigantes (TCG)
O Tumor de Células Gigantes (TCG) é uma lesão óssea benigna, embora localmente agressiva e com alta taxa de recorrência. Afeta adultos jovens (entre 20 e 40 anos) e tem predileção pelas epífises dos ossos longos, adjacente à articulação. É comum no joelho, rádio distal e, menos frequentemente, na região do quadril.
Localização e manejo complexo
Os sintomas do TCG incluem:
- Dor persistente e progressiva na articulação afetada.
- Inchaço e sensibilidade local.
- Limitação do movimento articular.
- Fratura patológica.
O diagnóstico é feito por radiografias (que revelam uma lesão lítica expansiva na epífise) e RM (para avaliar a extensão e o envolvimento de tecidos moles). A biópsia é essencial. O tratamento é complexo, geralmente cirúrgico (curetagem estendida com adjuvantes). Em casos de destruição óssea ou risco de fratura, enxertos ou cimento ósseo podem ser necessários.
A ressecção em bloco pode ser indicada, podendo levar à artroplastia de quadril. O denosumab pode auxiliar no tratamento. Sua agressividade local e a taxa de recorrência exigem acompanhamento rigoroso por um especialista em ortopedia oncológica, como os disponíveis em São Paulo/SP.
A identificação de uma lesão óssea benigna, embora possa gerar preocupação, é um cenário mais favorável que o de um tumor maligno. O diagnóstico precoce e o acompanhamento por um especialista são cruciais para um bom prognóstico. Compreender as características de cada tipo de condição – osteocondroma, encondroma, cisto ósseo aneurismático, displasia fibrosa e tumor de células gigantes – permite uma abordagem informada.
A avaliação profissional é indispensável para determinar a melhor conduta. Buscar a orientação de um ortopedista especializado em tumores ósseos e cirurgia do quadril pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e orientar a conduta mais adequada.
Para esclarecer dúvidas ou avaliar a melhor conduta para o seu caso, a equipe está à disposição.
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Dr. Daniel César Seguel Rebolledo — Cirurgia do Quadril e Oncologia Ortopédica | CRM-SP 104291 | RQE 10207
Rua Haddock Lobo, 131 – cj. 1509 – Cerqueira César – São Paulo/SP
Rua das Paineiras, 161 – Jardim – Santo André/SP
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.

O Dr. Daniel é Oncologista Ortopédico e Especialista em Cirurgia do Quadril, tendo grande reconhecimento nessa área pelo Brasil e mundo afora. Hoje ele é credenciado e realiza cirurgias em Hospitais famosos como: Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanes, Oswaldo Cruz e Hospital Santa Catarina, sendo referência no tratamento de problemas oncológicos ortopédicos e também como Especialista em cirurgia do quadril.
Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Ortopédica
Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
Membro da diretoria da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica