Mieloma Múltiplo / Plasmocitoma

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer de medula óssea, em que há uma multiplicação anormal de uma célula chamada de plasmócito.  Os plasmócitos são células de defesa do organismo que produzem anticorpos, mas que no mieloma múltiplo passam a produzir proteínas anormais (imunoglobulinas) que podem causar diversas complicações.

Esses plasmócitos anormais passam a substituir as células normais dentro dos ossos em todo o corpo. Elas produzem lesões líticas que destroem e enfraquecem os ossos.

No início da doença, o paciente tem poucos sintomas e ele são pouco específicos. Conforme a  doença evolui, o paciente sente dores no corpo, fraqueza e mal-estar. Conforme o mieloma múltiplo se desenvolve, ele pode alterar a função da medula óssea, a função renal e de outros órgãos. Os ossos ficam fracos e fraturas espontâneas podem acontecer.

O plasmocitoma é uma lesão semelhante ao mieloma, mas é única e localizada em apenas um osso, sem sinais de manifestação em todo o organismo como o mieloma múltiplo.

O tratamento oncológico pode ser feito com terapia- alvo, terapia biológica, quimioterapia, corticoesteróides, radioterapia e transplante de medula óssea.

O tratamento ortopédico é direcionado para as lesões ósseas e fraturas. Ele é realizado pelo oncologista ortopédico.

O tratamento do mieloma múltiplo evoluiu muito nos últimos anos, mas é importante o diagnóstico precoce para o sucesso o tratamento.

PerguntasFrequentes

Qual a causa do mieloma múltiplo?

O Mieloma múltiplo não tem causa conhecida, mas existem condições que aumentam o risco de desenvolverem a doença:

  • Maiores de 65 anos.
  • Histórico familiar.
  • Raça negra.
  • Obesidade.
  • Plasmocitoma prévio.

Quais os sinais e sintomas do mieloma múltiplo?

No início da doença, o paciente tem poucos sintomas e ele são pouco específicos. Com o passar do tempo e desenvolvimento da doença, vários sintomas podem aparecer. Dentre eles podemos citar:

  • Dor generalizada no corpo, principalmente nas regiões do tronco e coluna.
  • Fraqueza generalizada.
  • Mal- estar, náuseas.
  • Emagrecimento.
  • Perda de apetite
  • “Adormecimento” dos membros.
  • Sede excessiva.
  • Confusão mental.

Em alguns casos, o paciente pode se apresentar com fraturas patológicas, que são aquelas que ocorrem sem trauma, ou com trauma de baixa energia. Esta pode ser a primeira manifestação do mieloma múltiplo antes do diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico?

O mieloma múltiplo pode levar a uma série de alterações nos exames laboratoriais e de imagem. Dentre eles podemos citar:

  • Anemia (diminuição de células vermelhas).
  • Múltiplas lesões líticas no osso (lesões que destroem o osso, chamadas de lesões em saca-bocados).
  • Hipercalcemia (aumento de cálcio no sangue).
  • Insuficiência renal (aumento de creatinina).
  • Alto nível de proteínas anômalas no osso (imunoglobulinas IgG, IgM, IgA e outras)
  • Tomografia Computadorizada (melhor definição de lesões ósseas).
  • Ressonância magnética (ideal para análise de lesões na coluna).
  • Exame de urina (pode demonstrar proteínas anormais como Bence- Jones).

Apesar da série de alterações características nos exames, para confirmação diagnóstica é imprescindível a realização da biópsia.   Normalmente ela pode ser feita com uma agulha em algum local com grande alteração óssea. Também pode ser feita biópsia de medula óssea que normalmente é feita no osso ilíaco.

Quais são as complicações do mieloma múltiplo?

O mieloma múltiplo é uma doença complexa e que pode evoluir com diversas complicações que incluem:

  • Lesões ósseas e fraturas: estas lesões corresponde à destruição óssea causada pela proliferação do tumor dentro do osso. Estas lesões podem levar à dor óssea generalizada e à fraturas patológicas (fraturas causadas por traumas de pequena energia)  de coluna e outros ossos como fêmur e úmero.
  • Infecções: o mieloma diminui a imunidade do organismo , facilitando a infecção.
  • Insuficiência renal: as proteínas anormais formadas pelos plasmócitos e o cálcio liberado no sangue pelas lesões ósseas podem causar uma sobrecarga dos rins e uma insuficiência renal.
  • Anemia: as células anormais do mieloma substituem a medula óssea normal do paciente, causando diminuição da produção de hemácias e outros tipo de células como leucócitos e plaquetas.

Como é feito o tratamento do mieloma múltiplo?

O tratamento do mieloma múltiplo se divide no tratamento sistêmico, que é aquele que trata a doença por todo o organismo e o tratamento das complicações, dentre elas, o tratamento ortopédico das lesões ósseas.

 

Tratamento sistêmico

Caso o paciente seja sintomático, ele deverá ser tratado. O médico especialista e que conduz todo o tratamento é o hematologista especialista em oncologia. Ele irá decidir as melhores opções de tratamento de acordo com o estágio e localização da doença e de acordo com as manifestações clínicas e complicações.

 Dentre as diversas opções de tratamento, temos:

  • Terapia- alvo: o tratamento com terapia- alvo é direcionado para as células tumorais.
  • Terapia biológica: são medicamentos que têm o objetivo de reforçar o sistema imunológico. A talidomida é a droga mais utilizada em nosso meio.
  • Quimioterapia: é o tratamento mais agressivo para matar as células tumorais, mas também podem ter diversos efeitos colaterais por atingirem as células normais do organismo. Altas doses de quimioterapia são utilizadas nos pacientes que têm indicação de transplante.
  • Corticoesteróides:são medicamentos anti- inflamatórios hormonais que também são ativos contra as células do mieloma. O corticosteróide mais utilizado em nosso meio é a dexametasona.
  • Radioterapia: é um tratamento com altas doses de radiação para matar as células tumorais de locais específicos. Esta também pode ser uma boa opção nos casos de plasmocitoma solitário.
  • Transplante de medula óssea: esse é um dos tratamentos mais agressivos e efetivos para o mieloma múltiplo. Antes do procedimento  são coletadas células- tronco do organismo do paciente que serão reimplantadas no transplante. Depois é realizada uma quimioterapia em altas doses para exterminar a medula óssea doente e para que depois sejam reimplantadas as células tronco formadoras de medula óssea saudável.

 

Tratamento ortopédico

O tratamento ortopédico é direcionado para as lesões ósseas e fraturas. Ele é realizado pelo oncologista ortopédico.

O local mais comum de acometimento ósseo do mieloma múltiplo é a coluna vertebral. É comum  a ocorrência de fraturas patológicas de várias vértebras da coluna. Em muitos casos, estas fraturas podem ser tratadas de forma conservadora com coletes, analgésicos, radioterapia e reabilitação com fisioterapia.

As lesões ósseas de fêmur, úmero e outros ossos devem ser avaliadas individualmente em relação à sua extensão e risco de fraturas. Algumas lesões ósseas respondem muito bem ao tratamento sistêmico e não necessitarão de tratamento ortopédico. Outras lesões poderão ser tratadas apenas com radioterapia.  Entretanto, existem algumas lesões com alto risco de fratura, ou muito dolorosas que necessitarão de cirurgia.

O objetivo do tratamento cirúrgico ortopédico é aliviar a dor e melhorar a função rapidamente. Para isso, são utilizadas hastes intramedulares, próteses, placas e, em alguns casos, preenchimento do defeito ósseo com cimento ortopédico. 

Houve muita evolução nos implantes e técnica cirúrgica nos últimos anos. Com isso, é possível oferecer ao paciente tratamentos menos agressivos e com ótimo resultado funcional para que ele possa retornar rapidamente às suas atividades diárias  e para que possa realizar seu tratamento oncológico.

Dr. Daniel Rebolledo

  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Internacional de Salvamento de Membro (ISOLS)
  • Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
  • Médico Consultor do Grupo de Oncologia Ortopédica do Hospital Mário Covas da Faculdade de Medicina do ABC
  • Membro da Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO)
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